PIX: será o fim das transferências bancárias?

Publicado por redator em

O PIX já começou a funcionar e já começou como um grande sucesso. Segundo dados do BC, mais de 100 milhões de chaves já foram registradas até 3 dezembro, com pouco mais de duas semanas de operação.

Diferente de muitas opções disponíveis nos bancos para transferências internas, planos, portabilidades e investimentos, como a portabilidade previdência Bradesco, que são exclusivas de cada instituição, o PIX é uma opção que está disponível para todos aqueles desejam se cadastrar, independente do banco que utilizam.

Mesmo antes de seu lançamento, o PIX surgiu como o “fim das transferências bancárias”. Será que isso vai mesmo acontecer? Saiba mais sobre essa modalidade!

O PIX e seus benefícios

Quando anunciou o PIX, o Banco Central (BC) o apresentou como uma modalidade instantânea que tem o grande objetivo facilitar as transações automáticas entre as pessoas, independente de seu banco, em todos os dias e horários.

Sendo assim, o PIX é um meio de pagamento que realiza transferências em até dez segundos e sem intermediação de terceiros. Com ele é possível fazer pagamentos entre pessoas físicas ou jurídicas e a transação acontece por meio do código, que pode ser o e-mail, CPF, CNPJ, número do celular e até mesmo QR Codes.

Para sua utilização não é preciso instalar nenhum aplicativo específico, já que o serviço está automaticamente integrado aos bancos, fintechs e estabelecimentos comerciais.

Além da agilidade, outro ponto que chamou a atenção sobre a modalidade foi sua taxa. A taxa é de R$0,01 a cada 10 transações e o Banco Central deixou livre para cada instituição definir como e se o custo será repassado aos clientes.

E o que isso reflete nas transferências bancárias?

Antes do PIX, para transferir dinheiro para pessoas ou instituições era preciso utilizar os serviços de TED ou DOC. Nas transações de TED, a Transferência Eletrônica Disponível, o dinheiro enviado a outra instituição é creditado em até 90 minutos após o envio.

Mesmo que existam atrasos, o dinheiro chega na conta até as 17h do mesmo dia caso o envio seja feito até esse horário. Após as 17h, a transferência chega no dia seguinte e apenas em dias úteis.

Não existe valor mínimo para essa transferência e as taxas variam de acordo com cada instituição. Geralmente, são cobradas taxas em transferências entre bancos diferentes.

Já o DOC, Documento de Ordem de Crédito, é mais demorado do que o TED e o valor só chega na conta de destino no dia seguinte e, se a transferência for realizada após as 22h, é possível que demore mais do que um dia útil para chegar no seu destino.

Assim como o TED, os valores de taxas variam de acordo com o banco, mas muitas vezes elas são um custo a mais nos pagamentos.

É justamente por esses pontos: taxas e regras de dias e horários que o PIX surge como uma grande alternativa nos meios de pagamentos. Além de não pagar taxas (e se elas existirem, serem bem mais baixas do que outras modalidades), os clientes podem transferir dinheiro quando e onde quiserem.

Sendo assim, o PIX passa a ser um meio de pagamento nos estabelecimentos, como o débito, por exemplo. Era possível ir a algum estabelecimento, pagar por TED e levar seus produtos rotineiros? Muito difícil que acontecesse, não é mesmo?

Já com o PIX, os estabelecimentos que aceitarem essa modalidade recebem na mesma hora e podem implementar em qualquer tipo de setor, afinal, com o PIX o imediatismo acontece independentemente do tipo de conta e instituições entre pagador e recebedor.

Vale dizer também, que as pessoas estão cada vez mais se acostumando a realizar transações financeiras pelo celular. Só em 2019, elas cresceram 41% de acordo com dados da Febraban.

Isso faz com que o PIX seja rapidamente incluído na vida das pessoas e possa ser uma alternativa viável e em poucos cliques e segundos ser realizado.

Vale lembrar que além de concorrer com TED e DOC, o PIX é também importante no pagamento de dinheiro e cartões. Segundo pesquisa feita pelo Inteligência de Mercado da Globo, os brasileiros pretendem adotar majoritariamente a modalidade para substituir boletos (54%) e pagamentos em dinheiro (53%).

Ou seja, ainda não dá para dizer com toda certeza que o PIX significa o fim de alguma modalidade de pagamentos, mas certamente ele é uma possibilidade que dará novos rumos para as transações no país.

Estar atento a essas movimentações é essencial para entender como os empreendimentos devem se comportar seguindo o perfil de seus consumidores.

Você já se cadastrou e utilizou o PIX? Aproveite que agora você sabe mais sobre essa modalidade e comece a fazer suas transferências!


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