Como podemos aprender a rejeitar notícias falsas no mundo digital?

Publicado por redator em

A circulação de notícias falsas em meio as mídias sociais nas eleições presidenciais de 2016 levantou várias preocupações sobre informações online.

Tanto o Google quanto o Facebook prometeram tomar medidas para lidar com as preocupações de notícias falsas que se disfarçam de notícias reais. 

Por esse motivo, uma equipe de estudantes universitários já desenvolveu um plug-in de navegador chamado FiB para ajudar os leitores a identificar no Facebook o que é falso e o que é real.

Apesar disso, essas etapas não vão longe o suficiente para lidar com notícias falsas.

É preciso uma nova leitura e comportamento de quem adquire e consome essas informações.

A questão então é: podemos nos preparar melhor para desafiar e rejeitar fabricações que podem circular como textos e imagens no mundo on-line?

Como estudiosos da biblioteca e da ciência da informação, argumentamos que no mundo complexo de hoje, a alfabetização tradicional, com ênfase na leitura e escrita, e a alfabetização da informação – como a capacidade de pesquisar e recuperar informações – não são mais suficientes.

O que precisamos hoje é de meta literacia, uma capacidade de entender a vasta quantidade de informações no mundo conectado das mídias sociais.

Por que a alfabetização digital não é suficiente?

Hoje, os estudantes são consumidores dos mais modernos dispositivos tecnológicos e plataformas de mídia social.

No entanto, eles nem sempre têm um entendimento profundo das informações transmitidas por esses dispositivos ou de como podem ser criadores de conteúdo online.

Pesquisadores do Stanford History Education Group descobriram recentemente que “quando se trata de avaliar informações que fluem através dos canais de mídia social”, os “nativos digitais”, apesar de imersos nesses ambientes, “são facilmente enganados” por informações erradas.

Eles disseram que “ficaram surpresos com a falta de preparação dos estudantes” e argumentaram que educadores e formuladores de políticas devem “demonstrar a ligação entre alfabetização digital e cidadania”.

A verdade é que vivemos em um mundo em que a informação carece de mecanismos editoriais tradicionais de filtro.

Nesse mundo, em que as informações vêm em vários estilos e formas – pode variar de imagens digitais a multimídia, blogs e wikis; a veracidade de todas essas informações não é facilmente compreendida.

Esse problema existe há algum tempo. Em 2005, por exemplo, uma história falsa sobre uma figura política, John Seigenthaler Sr., foi postada por um autor anônimo na Wikipedia, relacionando aos assassinatos do presidente John F. Kennedy e Bobby Kennedy. 

Seigenthaler denunciou a entrada falsa, que acabou sendo corrigida. Várias outras fraudes circularam na Wikipedia ao longo dos anos, mostrando como é fácil postar informações nas plataformas.

Por isso, é importante estar atento a alguns pontos nas notícias antes de tomá-las como verdadeiras ou compartilhá-las, como:

  • Origem da matéria;
  • Reforço de ideias e pensamentos específicos;
  • Se há benefício para alguém sobre o conteúdo abordado;
  • Facilidade de edição dos conteúdos;
  • Precisão dos dados apresentados.

Afinal, o que é meta literacia?

A alfabetização digital apoia o uso efetivo das tecnologias digitais, enquanto a meta literacia enfatiza pensamos sobre as informações.

Os indivíduos meta literatos aprendem a refletir sobre como processam as informações com base em seus sentimentos ou crenças.

Para fazer isso, primeiro, os metaliterados aprendem a questionar fontes de informação.

Por exemplo, os indivíduos aprendem a diferenciar cuidadosamente entre vários sites, tanto formais (como The New York Times ou Associated Press) quanto informais (uma postagem no blog ou tweet).

Eles questionam a validade das informações de qualquer uma dessas fontes e não privilegiam uma sobre a outra. 

As informações apresentadas em uma fonte formal de notícias na TV, como CNN ou Fox News, por exemplo, podem ser tão imprecisas quanto a publicação de alguém.

Isso envolve a compreensão de todas as fontes de informação.

Segundo, os meta literatus aprendem a observar seus sentimentos ao ler uma notícia.

Estamos menos inclinados a aprofundar mais quando algo afirma nossas crenças.

Por outro lado, estamos mais inclinados a verificar ou examinar a fonte das notícias quando não concordamos com elas.

Pensar em nosso próprio pensamento nos lembra que precisamos ir além do que sentimos e envolve nossas faculdades cognitivas na avaliação crítica.

Por fim, os metalizados fazem uma pausa para pensar se acreditam em algo porque afirma suas ideias ou se por ser realmente possível ou real.

Esse texto foi desenvolvido pela equipe do blog Real secure web, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos.


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